A História do Sapateado, também conhecido como TAP DANCE, mistura-se com a história dos Estados Unidos.
Durante a colonização, os irlandeses imigraram para aquele país levando os chamados "sapatos musicais", que eram nada menos que simples tamancos. Com o passar do tempo, os tamancos foram substituídos por sapatos com placas de liga metálica adaptada nas pontas e calcanhares. Isso possibilitou um som mais intenso e nítido. A imigração da rica cultura negra também teve imensa importância na criação dos passos ritmados e musicalidade. O sapateado ganhou sofisticadas cadências musicais e cada dançarino desenvolveu estilo próprio.
Já na Inglaterra, durante a Revolução Industrial, os operários usavam sapatos de madeira para se protegerem do chão muito quente das fábricas. Nos intervalos de trabalho, os operários ingleses se divertiam com os sons produzidos por aquele sapato, criando uma nova dança chamada Lancashire Clog. Mais tarde os tamancos de madeira foram substituídos por medas de cobre presas a sapatos de couro.
Outra influência também muito forte, veio das danças africanas, que eram feitas pelos escravos em suas poucas horas de lazer. Alguns senhores feudais admiravam essas danças que uniam o trabalho dos pés descalços a movimentos do corpo, e usavam seus escravos para seu próprio entretenimento.
Dinâmico e dançante, o Sapateado Americano preocupa-se em produzir sons com técnica arrojada de pés.
O Sapateado Americano se consolidou realmente no início da década de 20, quando foi criado o espetáculo “Shuffle Along”, onde 16 bailarinas executavam a mesma coreografia dando origem ao chamado “chorus line” e revolucionando os palcos da Broadway. Tem como modelos, os fenômenos das décadas de 30, 40 e 50, do cinema americano e dos teatros de Vaudeville: Fred Astaire, Eleanor Powell, Bill "Bojangles" Robinson, Gene Kelly, entre muitos outros...
Atualmente, entre os grandes nomes revelados estão o de: Gregory Hines, Barbara Duffy, Brenda Bufalino e o fenômeno Savion Glover, que até hoje mantém viva a essência do sapateado negro americano difundindo-a em todo o mundo. O sapateador é um grande e vivo instrumento musical.
O retorno do sapateado aos palcos da Broadway ajudou a criar grandes mestres como GREGORY HINES que ficou famoso no mundo inteiro contracenando com o bailarino Mikhail Baryshnikov em “O Sol da Meia Noite”.
Gregory Hines faleceu em 2003, vítima de câncer, mas deixou sua marca, a versatilidade, era tão maravilhoso com seu estilo hooffer como quando dançava no estilo clássico em coreografias de Honi Coles, por exemplo.
Gregory Hines também revelou outro grande talento, SAVION GLOVER, considerado um dos maiores sapateadores da atualidade. Desde então, a Broadway e os mestres da chamada “velha guarda” também vêm revelando nomes como: Van Porter, Jason Samuels, Cintia Chamecki (brasileira radicada em NY), entre outros. Por isso temos certeza que essa arte não vai morrer, pois se desenvolvem trabalhos sérios no mundo inteiro através de grandes companhias e professores que formam seus alunos, passando para frente todo o seu conhecimento e o amor pelo sapateado.
Fonte: Studio Corpo e Dança